Estados Unidos tagged posts

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O grande ditador – 1940

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“O Grande Ditador” foi para Chaplin a despedida do personagem Carlitos num filme de explícita crítica a Adolf Hitler e seu ideal ariano de purificação da raça. Enquanto os Estados Unidos faziam vista grossa aos desmandos do governo alemão e viam com simpatia as medidas adotadas por Hitler, Chaplin, de forma solitária, o denunciava. A ideia surgiu em 1937, a partir de uma troca de identidade, ao ver Hitler ostentar o mesmo bigodinho de Carlitos. Mais tarde, Chaplin, sempre avesso à sonorização do cinema, adotou neste filme o casamento perfeito entre a pantomima e o cinema falado. “Como Hitler, poderia discursar às multidões numa linguagem muito confusa; como Carlitos, permaneceria mais ou menos calado”...

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Koyaanisqatsi – 1982

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“O ano passou tão depressa!”, “Não posso falar contigo agora, estou sem tempo!” Quantas vezes ouvimos frases como estas? Essa compressão do tempo, ou mesmo um tempo assaz demorado que nos toma em contraponto à ansiedade. Mas, o que é o tempo? Essa questão nos foi apresentada por Santo Agostinho em seu Livro XI de Confissões. Um dos maiores pensadores do cristianismo identifica a existência do tempo com a própria vida, pois somente a alma tem a possibilidade de se estender para o passado ou para o futuro, restando ao homem apenas o presente. Um filme, como analogia ao tema, é Koyaanisqatsi, que significa vida em desequilíbrio, em desintegração, no idioma da tribo Hopi da América do Norte...

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Violação de Privacidade – 2004

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Ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, mas que não é fácil de explicar.  Arriscando, diria que é a parte da Filosofia responsável pela investigação dos princípios que orientam o comportamento humano de modo específico, no que diz respeito à essência das normas e valores existente em qualquer realidade social. Baseado nessa ótica, Violação de Privacidade é uma intromissão em todos os momentos íntimos de uma pessoa. Em um futuro próximo todos recebem um implante de memória ao nascer, cujo objetivo é registrar todos os fatos da vida. Após a morte o implante é retirado e seu conteúdo editado, para exibição em uma cerimônia póstuma chamada Rememória...

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2001 – Uma odisséia no espaço – 1968

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O filme inicia no alvorecer da raça humana na África. Um grupo de primatas é expulso de sua fonte de água por um grupo rival. Naquela noite um monólito é colocado deliberadamente diante do grupo derrotado. A curiosidade leva aqueles primatas a tocarem, cheirarem, tentarem entender o que é aquilo que se apresenta diante deles. Aparenta existir uma indicação que o monólito instiga aquele grupo a desenvolver a descoberta e utilização do instrumento. É este instrumento que fará a passagem temporal para o futuro – em uma das cenas antológicas do cinema –, onde nos depararemos com o ser humano deixando sua terra e se dirigindo à lua para o desconhecido que lá se apresenta: o monólito. Stanley Kubrick e Arthur C...

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O show de Truman – 1998

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Truman é uma pessoa especial, o mundo gira ao seu redor, todos sabem, menos ele. O filme narra a história de Truman Burbank (Jim Carrey) que desde o momento de sua gestação tem o acompanhamento ininterrupto de uma câmera de televisão, relatando 24 horas, sete dias por semana, tudo o que lhe acontece. O criador do programa, Christof (Ed Harris), conduz a vida de Truman, como um deus, cria-lhe um mundo extremamente falso para alguém que é visceralmente verdadeiro. “O Show de Truman” pode ser considerado uma obra profética, realizado em 1998, antes da febre de “Reality Shows” que assolou o mundo, onde todos os movimentos dos participantes são monitorados por telespectadores ávidos por uma falsa realidade...

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All that jazz – 1979

All that jazz

Ter consciência da morte parece ser uma das marcas da humanidade. Sócrates nos ensinava que “filosofar é aprender a morrer”; Pascal reconhecia estarmos “todos condenados à morte”. O diretor Bob Fosse, talvez querendo contrariar a fala de Wittgenstein, para o qual “a morte não pode ser vivida”, apresenta-nos o musical All That Jazz, uma filmagem semi-autobiográfica, onde retrata o cotidiano e os momentos finais da vida do diretor e coreógrafo Joe Gideon (Roy Scheider). O monólogo do comediante Davis Newman (Cliff Gorman) servirá de fio condutor da trama, onde são relatados, satiricamente, os cinco estágios da morte: raiva, negação, negociação, depressão e aceitação...

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