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Terra de ninguém – 2001

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Para os gregos antigos a guerra era justificável. Sócrates contentava-se em ser um bom soldado e defender Atenas, Aristóteles justificava a escravidão através da guerra. Na idade média São Tomás de Aquino, na Suma Teológica, apresentava-nos três pontos a serem preenchidos para se ter uma guerra justa: a) ser declarada por uma autoridade legítima; b) sê-lo por uma causa justa; c) ser conduzida sem ódio e excluindo a mentira. No período Iluminista uma das idéias dominante era o projeto de Paz Perpétua entre as nações, formulada pelo abade de Saint-Pierre e Kant, contudo, sem excluir a necessidade da guerra. Ora, a questão da guerra em si, como diz o título da coluna, é uma imbecilidade. Quem assistir ao filme Terra de Ninguém, do diretor Danis Tanovic constatará o enunciado. A película foi realizada por alguém que viu a guerra entre sérvios e bósnios de perto. Os personagens principais, em número reduzido, estão lá representados: dois bósnios, um sérvio, um sargento francês da ONU e uma jornalista. Ao final do filme acabamos concordando com o estadista francês Georges Clemenceau que nos diz ser mais fácil fazer a guerra do que promover a paz.

Dica: procurem nos sebos Escritos de Guerra de Antoine de Saint-Exupèry, Ed. Nova Fronteira, 1984.

Ficha Técnica

Título original Ni?ija zemlja
Produção: Bósnia, Eslovênia, Itália, França, Reino Unido e Bélgica.
Duração: 98 min (colorido)
Direção, Roteiro e Música: Danis Tanovic
Filme (legenda inglês)

 

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